segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Un petit prince, l'insomnie et la confusion IV

O papel está enrugado e molhado em alguns pingos disformes, Só não mais disforme que a minha pessoa. Se eu puedesse voltar aceitaria, e me deixaria cativar. É claro se você chegasse sutil como um príncipe e prometesse não ir embora para que eu já cativada não chorasse. Por que aquilo aconteceu? Você nem ao menos se importou, minhas amigas viram, ouviram e você agiu como um ogro, um grosso se dirigingo a sua presa. Mais uma presa, somente pra matar a fome.

Un petit prince, l'insomnie et la confusion III

Escrevo, tentando em vão falar contra você e já se foram várias folhas, horas e madrugada adentro, mas ao reler tudo vejo que não consegui sequer te atingir de maneira íntegra. Uma palavra talvez doesse e foi melhor calar mesmo, o silêncio deveria ter sido a minha melhor arma. Mas não é como dizem: A melhor desefa é o ataque. E você me faz morrer, uma morte que dói, mas sem doer, que tira o ar, mas que deixa respirar, que me faz chorar e continuo seca, ou fria que é como você prefere. É que o seu olhar me faz esquecer isso. Já não controlo mais a minha máquina quando te tenho por perto, só penso em como seria bom se você me abraçasse e me desse todo o afeto que preciso, sentir a maciez da tua carne de encontro a minha. Teu cheiro com sabor de baunilha e mais profundo como madeira, cheiro de livro velho, o meu preferido. Minhas mãos doem e meu reflexo é deprimente, sinto vergonha de ter me tornado um vegetal por sua culpa. Por favor escuta-me, só tenho um pedido: me deixa dormir em paz esta noite, somente esta.

NOTA: Assinado eu - Tiê

Un petit prince, l'insomnie et la confusion II

Estou cansada da noite que me oferece sempre as mesmas coisas e principalmente porque ninguém está afim do mesmo papo chato de criança no MSN. Já li tudo o que minha mente hoje fez possível de ler, ou talvez e bem mais provável, seja simplesmente porque eu não tenho nada pra fazer. Ou tenha, e talvez não queira fazer (e se não quiser problema é meu). O meu querer não ta ajudando, mas eu preciso dessa atenção, fazer o quê, quando se vive assim se é assim. E assim foi como aprendi a forma que as pessoas gostam de tratadas, ou melhor, gostam de ser esnobadas. O fato da gravidade não me deixar voar faz com que eu fique sempre pertinho do chão e longe dos sonhos que toda adolescente tem e abaixo dos seus olhos. Quero me desfazer um pouco dessa virtude ou desse pecado que me ronda e me ‘protege’, me faz racional, me desfazer desses paradigmas que todos falam. Eu só queria sentar e conseguir falar tudo o que sinto. Talvez uma pontinha de dor de cotovelo, talvez meia colher de inveja. Ah, não me julgues, sou humana e como você estou longe da perfeição. Ao contrário do que muitos pensam por me tratar assim: eu também sinto. Por que é sempre tão igual? Mesmo sabendo que só o que muda são as capas dos livros e que as letras vão ser sempre as mesmas eu quero insistir. Essa dor que esconde o prazer e me torna masoquista. Só vou dizer o que anseio, que não quero te procurar, não quero a sua felicidade, quero a minha. Vou te esnobar e te chutar, pelo meu prazer. Eu sou feliz sem qualquer coisa que o mundo acha que devo ter. Eu não estou quebrada, mas você vai estar.

Un petit prince, l'insomnie et la confusion II

Os homens também choram, digo porque já te vi chorar. Será que papai Noel foi sempre fiel a sua amada mesmo visitando tantos lares durante a noite? As palavras saem pela metade, falta algum complemento. A super heroína Garota-auto-suficiente enfim admitiu que precisa de um parceiro. Só não a faça chorar parceiro malvado, não a faça rir também ou ela pode se apaixonar. E a paixão é o super poder do inimigo: a malévola emoção. Então a pobre Super garota riu e que perdição, amou. Chorou por não perceber que o parceiro era também malvado e já formava uma dupla com a emoção. Só restou a tristeza por ter se deixadose enganar tão fácil. E de surpresa saiu e escorreu pelo seu peito algo de cor escura e cheiro forte até ela se deu conta de que sagrava pela primeira vez, mas não haviam feridas ali, somente o liquido. Porque eu sempre relembro a primeira vez?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Un petit prince, l'insomnie et la confusion

E vai um suspiro porque falar já não agüento mais. Talvez apenas suspirar me afaste de ti. O que fazer quando a raposa não tem coragem pra dizer: - cativa-me!? Talvez deva-se não sentar-se cada vez mais perto, mas afastarse por conta própria, porque eu não quero ter nenhuma necessidade sua, e também não quero chorar.

NOTA: Meu jardim - Vander Lee
"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..." Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

rascunhos I

Eu estou mais uma vez muito empolgada pra falar com você, como sempre. E eu começo, converso: falo das minhas emoções, sonhos, anseios. E você está mais uma vez monossilábico apenas dizendo algumas expressões de pessoas que têm preguiça de falar. Ao chegar em casa penso no que fiz e sinto vergonha de ter me humilhado tanto, de ter me dado tanto à alguém que não sabia ou não queria receber nem ¼ do que sou, e penso também se você não se coloca no meu lugar em momento algum, se não tenta por um segundo imaginar o abandono em que me deixas, no meu desolar e no meu desamparo. Sinto vontade de te matar, te estrangular por não escutar, debater ou pelo menos reclamar acerca do que penso, do que quero. Outra vez você está com muita pressa, claro que posso ficar pra depois, sou um coração tão bom e entenderia, é claro, se você tiver afazeres mais importantes do que me ouvir, ah me ouvir? Quem precisa ser ouvida esses dias né? Que babaquice. E junto com a vontade de matar vem também o sentimento de querer arrancar de ti essas palavras, que eu sempre tento, tento, tento e perco. Acabo por desistir e indo dormir brigada com o mundo, estressada, triste, melancólica, intocável, abatida e mais um milhão de sentimentos sinônimos. Tudo isso simplesmente porque uma dos milhões de pessoas existentes não quis me ouvir. Deito-me, e agradeço a Deus por não idealizar as pessoas e por não esperar nada de ninguém. Imagina se eu fosse uma sonhadora?

NOTA: Post dedicado à Mariza. Pra você querida, como prometido, um post.